2018 - 2020
Triênio
R$ 55.601.229,45
Valor Inicial do Projeto
27
Estados Atendidos

Descrição do Projeto

Os eixos propostos nesse projeto são:
Capacitação
Qualificar equipe multidisciplinar de três hospitais da Federação, eleitos pelo MS, para realizar cirurgia em crianças com cardiopatia congênita e disponibilizar o apoio técnico, através da 2ª opinião conforme a demanda;
Cardiologia fetal
Diagnosticar e tratar malformações cardíacas fetais;
Realizar parto de bebês com malformações cardíacas de apresentação neonatal;
Executar o tratamento pós-natal de malformações de apresentação neonatal imediata.
Cardiopediatria
Tratar clinicamente, através de cirurgia ou hemodinâmica pacientes portadores de cardiopatia congênita.

Objetivos

O primeiro eixo abordado nesse projeto promove o compartilhamento de conhecimento e da experiência do HCor com profissionais que atuam no segmento de cardiopediatria em diferentes regiões do país. Propomos o treinamento de equipes multidisciplinares de hospitais eleitos pelo Ministério da Saúde para realização de cirurgia em crianças com cardiopatia congênita. É facultado aos médicos treinados no HCor a solicitação de segunda opinião e discussão de casos através de videoconferências após o retorno ao estado de origem.
O segundo eixo aborda o problema das malformações congênitas, particularmente da cardiopatia que é a malformação congênita isolada mais frequente. Atinge aproximadamente 1% dos recém-nascidos, correspondendo a 10% dos óbitos infantis e a metade das mortes por malformações congênitas. Embora o Brasil tenha reduzido o índice de mortalidade infantil estabelecida para 2015 (conforme os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (UNITED NATIONS, 2005)), este índice permanece ainda elevado dentro do cenário mundial. E mais importantemente, não houve mudança significativa do componente relacionado à mortalidade neonatal, particularmente a mortalidade neonatal precoce (que ocorre dentro dos 7 primeiros dias de vida) correspondente a aproximadamente 52% dos óbitos no primeiro ano de vida (BRASIL, 2015a). Estimando-se que aproximadamente 50% das cardiopatias fetais se manifestam clinicamente e necessitam de tratamento dentro dos primeiros dias de vida, nos parece essencial o investimento no rastreamento e diagnóstico de tais malformações durante a gestação para o encaminhamento precoce do tratamento neonatal. Oferecer este tratamento para esta população significa mais qualidade de vida e menos internações ao longo da vida.
O terceiro eixo desse projeto refere-se ao tratamento de portadores de cardiopatia congênita de todo o Brasil encaminhado pela CNRAC seja recém-nascido, pacientes pediátricos ou adolescentes que não estejam internados. É importante lembrar que o paciente portador de Cardiopatia Congênita poderá necessitar ao longo de toda a sua vida, outros procedimentos paliativos ou definitivos decorrente complexidade da sua cardiopatia. Assim, a muitos pacientes será indicada uma troca valvar, reoperação ou até mesmo um transplante cardíaco ao longo de suas vidas. Essa avaliação e definição do conduta será realizada pelo médico do paciente do estado de origem que contará com avaliação dos médicos do HCor.

Resultados Esperados

Capacitação (cursos), Serviços médico-assistenciais

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